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Tsirãpré Dzawidzé: proteção do Cerrado

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Atualmente, o território A’uwe Uptabi (ou Xavante) tem sofrido impactos de empreendimentos como as Pequenas Centrais Hidrelétricas no Rio das Mortes, que margeiam toda a Terra Indígena São Marcos, jurisdição do município de Barra do Garças (MT), e está a cerca de 2 km da Aldeia Namunkurá. Ao mesmo tempo, os Xavantes têm vivenciado fragilidades para reconhecer e valorizar os potenciais da flora e fauna nativas, comprometendo o uso tradicional sustentável de espécies.

Diante disso, é necessário que o povo identifique suas potencialidades e suas áreas mais vulneráveis, na perspectiva de que se apropriem de técnicas de manejo sustentável dos recursos hídricos, da fauna e flora do Cerrado para proteção e gestão territorial. Portanto, a ideia é realizar um diagnóstico socioambiental através de laudos antropológico e ambiental da região de Namunkurá, a partir do reconhecimento dos impactos dos empreendimentos implantados na região, visando a construção de estratégias de atuação e enfrentamento, e assegurando ações para empoderamento político, geracional e de gênero. As ações incluem, ainda, registros em vídeo das memórias e conhecimentos sobre a fauna, flora e recursos hídricos da região.

Conduzido pela Namunkurá Associação Xavante (NAX), o projeto Tsirãpré Dzawidzé: proteção do Cerrado envolve etnomapeamentos, destacando os locais importantes para o Povo A'uwe Uptabi. Assim, espera-se que beneficie todas as aldeias da Terra Indígena São Marcos, que abrange um total de 188.478,2600 hectares: Aldeia Namunkurá, São Luís, São Gabriel, Nossa Senhora Auxiliadora, Santíssima Trindade, Nossa Senhora Aparecida e Divina Providência.

Janela: Gestão de Recursos Naturais