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Cerrado da Morraria como herança do futuro

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Na região da Morraria há em torno de 120 famílias tradicionais morroquianas espalhadas em 15 comunidades, em uma área de 11 mil hectares. Desde a década de 90, o cenário dessa região vem sofrendo mudanças, em razão de desmatamentos para investimentos em monoculturas de pastagens e de plantações exóticas como a Teka. Hoje, as nascentes e os córregos estão secando e as vegetações nativas desaparecendo, comprometendo a sobrevivência desse ecossistema e dessa população.

As famílias dependem da água para continuar suas atividades produtivas. Atualmente elas são abastecidas com a água de um poço, que também é usada para processar e beneficiar o mesocarpo do babaçu que fabrica a farinha que, por sua vez, é usada na produção de pães e biscoitos fornecidos para a alimentação de 580 alunos da escola rural Buriti da comunidade. O grupo, por meio da Associação Regional das Produtoras Extrativistas do Pantanal, pretende se organizar e investir no beneficiamento de outros produtos nativos do Cerrado e na produção de hortifrutigranjeiros. Mas, para isso, é necessário reparar esses problemas.

Dessa maneira, o projeto A sociobiodiversidade do Cerrado da morraria como herança do futuro visa contribuir para gerar conhecimentos e aprendizados sobre os impactos da degradação socioambiental e viabilizar ações de reparação, recuperação e preservação dos recursos naturais com vista à sustentabilidade das comunidades da Morraria.  

Janela: Gestão de Recursos Naturais