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Gestão territorial e ambiental da aldeia Porteira

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A falta de água ocasionada após a construção e a operação da barragem de uma usina hidrelétrica localizada a aproximadamente 30 quilômetros da aldeia Porteira, na Terra Indígena Xerente (TO), provocou o ressecamento do solo. Uma vez que o nível do rio Tocantins passou a ser controlado pela abertura e fechamento das comportas da usina, o solo não concentrou a mesma quantidade de umidade de antes.

Soma-se à construção da barragem a inserção do gado como compensação pela construção da usina, que passou a ter acesso às fontes de água e riachos da aldeia. Além disso, o pisoteio dos animais nas proximidades das fontes se tornou uma preocupação, pois várias nascentes já secaram, houve diminuição do nível de água dos rios e riachos, e o entorno foi tomado pelas erosões.

Sendo assim, a escassez de água prejudica a manutenção da vida e da cultura na aldeia Porteira. A produção do artesanato de capim dourado e buriti deverão ser muito afetados com a falta d’água, o que poderá comprometer a geração de renda de muitas famílias que dependem dessas espécies para sobreviver. Frente a essa situação, a Associação Indígena Nrõzawi, por meio do Projeto de gestão territorial e ambiental da aldeia Porteira, pretende resolver esses problemas via ações de mapeamento de áreas de abundância, restauração de nascentes e recuperação ambiental de áreas degradadas e o fortalecimento cultural da população Xerente da aldeia.

Janela: Gestão de Recursos Naturais