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Recuperação de área degradada

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A Terra Indígena Marãiwatsede encontra-se com mais de 70% de sua área desmatada em função de invasões promovidas por políticos da região, desde 1995, comprometendo seriamente a flora e a fauna, o que contribuiu para a ausência de animais silvestres e diversas plantas indispensáveis para a sobrevivência física e cultural de seu povo.

Devido ao desmatamento promovido pelos invasores, atualmente só se encontra capim na área. Não existe mais caça e nem peixe. Alimentos do Cerrado como frutos, coquinhos, plantas medicinais e mel diminuíram, provocando a substituição da alimentação com produtos tradicionais pelos alimentos industrializados. Também se tem perdido a matéria prima tradicional para fazer arcos e embiras para enfeite. Além disso, o desmatamento fez com que várias represas secassem. As que permaneceram estão com seus volumes de água muito baixos.

Nesse sentido, a Associação Boui Marãiwatsede propõe o cultivo de plantas nativas e frutíferas, visando à recuperação de áreas degradadas e das principais nascentes na TI Marãiwatsede, com o plantio de buriti, babaçu e demais espécies da região, a fim de contribuir com o aumento do volume de água, bem como de recursos para alimentação e de materiais para a produção de artesanatos, enfeites e rituais.

A TI Marãiwatsede está próxima do município de Alto Boa Vista (MT). A vegetação original predominante é de Cerrado, mas a área hoje está ocupada por capim braquiária. O projeto será implantado nas aldeias Aopa, Etewawe, Madzaze e Marawatsede, sendo o monitoramento do trabalho feito a partir da aldeia Aopa.

Janela: Gestão de Recursos Naturais